Mostrando postagens com marcador Linguagem e educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Linguagem e educação. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Desenvolvimento da linguagem X Narrativa infantil


Na interdisciplina de Linguagem e Educação foi proposto que analisássemos uma narrativa infantil, baseando-nos num texto de Thaíos Gurgel.
Pedi a uma aluna da escola onde leciono me contar uma história e ela utilizou um livro chamado “Quando me sinto amado”, sendo que ela ainda não conhecia a história e fez sua narração baseando-se nas ilustrações da história.
Ela contou a história com desenvoltura, mas várias vezes fez pausas durante sua fala, para poder pensar sobre as gravuras antes de falar. Em seu relato evidencia-se o sincretismo infantil, que foi citado no vídeo assistido, onde as crianças misturam fatos reais com fatos imaginários, pois Gabriela narrou que o coelhinho e sua irmã estavam dando mamadeira para o bebê, que acabou transferindo para a história suas brincadeiras preferidas (brincar de casinha e mamãe e filhinho). Outro fato marcante é que no final da história Gabriela narrou uma frase usada em outra história: “E viveram felizes para sempre”, demonstrando experiências de contar e ouvir histórias anteriores a esta narrativa (contos de fadas). Sobre isso, Thaís Gurgel afirma: "... Esse processo - que se estende até a idade adulta - começa antes mesmo de a criança conseguir falar. Nesse período, ela já é capaz de entender as histórias contadas pelos adultos e o contato com relatos cotidianos ou contos de fadas, por exemplo, faz com que, aos poucos, adquira um repertório de imagens, nomes e roteiros de ações que utilizará mais tarde.”

Letramento social X Letramento Escolar

Na interdisciplina de linguagem , no módulo 2, realizamos leituras referentes ao letramento no âmbito social e escolar. O letramento escolar, na minha opinião, é muito importante pois é um dos requisitos da educação básica, e faz parte do processo de alfabetização das crianças. Mas aí surge uma questão: “De que adianta meu aluno saber ler e escrever e não usar esses conhecimentos fora da escola? Nesse ponto se destaca o letramento social. As crianças além de saberem ler e escrever devem saber o que fazer, como utilizar na sociedade esses saberes. Devem conseguir se expressar e se comunicar, evidenciando os saberes que trazem consigo. Ao meu ver a escola e os professores devem ampliar seus olhares contemplando também o letramento social e não apenas a alfabetização. Pois os alunos precisam saber viver e conviver na sociedade, participar de diferenciados grupos sociais e não apenas ir bem na escola e ser promovido todos os anos. Aprender a ler e escrever não é apenas o conhecimento das letras e do modo de decodificá-las, mas a possibilidade de usar essa habilidade de formas de expressão e comunicação, possíveis, reconhecidas, necessárias e legítimas em um determinado contexto cultural.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Crianças, jovens e adultos aprendem da mesma maneira?

SIM E NÃO! POR QUÊ?
Na segunda aula presencial de Didática aprendi a resposta para essa pergunta.
Sim: por quê crianças jovens e adultos passam pelos mesmos processos e etapas para a construção de seus conhecimentos e novas aprendizagens.
Não: por quê os adultos e jovens possuem uma leitura de mundo (saberes, vivências e experiências) mais definida do que as crianças e isso influencia em sua aprendizagem.
Com isso posso afirmar que crianças, jovens e adultos não aprendem nem pior nem melhor que os outros, apenas com algumas especificidades. Um ponto em comum entre crianças e adultos é que antes de conseguir ler as palavras é preciso saber ler o mundo, a realidade que nos cerca.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Múltiplas linguagens

Acredito que o diferencial entre falar, ler e escrever se dá principalmente pelas culturas diversas das pessoas. Cada indivíduo está inserido em um contexto, numa realidade diferente e assim possui uma cultura com muitas peculiaridades (etnias, sotaque, nível de escolaridade, riqueza de vocabulário...). E é isso que faz surgirem tantas diferenças.
A situação também faz diferença no modo de falarmos, lermos e escrevermos: no ambiente de trabalho e escolar falamos e escrevemos de um modo mais formal, do que se estivéssemos em casa conversando com os amigos e tomando chimarrão.
Agora cabe à escola perceber estas diferenças e incorporá-las em seu cotidiano, repensando o que significa falar, ler e escrever bem. Acredito que ações concretas na sala de aula terão resultados a curto prazo. Ações como: valorizar as diferenças lingüísticas explorando detalhadamente os textos trabalhados na escola, valorizando e discutindo as diferenças para que os alunos compreendam o uso adequado ou não da linguagem e apliquem em suas vidas; promover momentos de leitura oral e silenciosa nas aulas para trabalhar a oralidade e assim enriquecer o vocabulário das crianças...